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Bahia quer pequenas indústrias de cosméticos mais competitivas
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Bahia quer pequenas indústrias de cosméticos mais competitiva

Desenvolvimento e fortalecimento do setor e a legalização das empresas informais são os principais objetivos do termo de cooperação técnica assinado nesta quinta (3)

Cássia Montenegro

Salvador - Até o final de 2008, as empresas baianas de cosméticos legalizadas devem saltar de 30 para 40, confirmando a tendência que o setor é um dos que mais cresce no País. Em 2002, havia apenas quatro empresas na Bahia, no final de 2007 já eram 30 e, no que depender do Projeto de Desenvolvimento e Fortalecimento da Indústria Cosmética Baiana, esse processo de crescimento será intensificado durante os próximos anos.

Com esse objetivo, foram assinados, na manhã desta quinta-feira (3), o termo de cooperação técnica e a contratualização do projeto entre o Sebrae na Bahia, Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia (SICM), Federação das Indústrias do Estado da Bahia, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos.

O projeto vai realizar durante o ano de 2008, ações voltadas para capacitação, gestão, tecnologia, mercado, crédito e responsabilidade social para melhor qualificar as empresas baianas, permitindo sua participação de forma incisiva no mercado local, nacional e também no mercado externo. A agenda prevê a participação em feiras nacionais e internacionais e a realização de rodadas de negócios em outros estados, como também rodadas nos municípios de Juazeiro, Barreiras, Santo Antônio de Jesus, Itabuna e Teixeira de Freitas com o objetivo de aproximar a indústria do comércio varejista baiano.

“Esse setor está na ponta do desenvolvimento da qualidade de vida. É muito importante o que a Bahia tem avançado e irá avançar“, afirmou Antônio Celso Pereira Filho, superintendente de Comércio e Serviços da SICM, que participou da solenidade representando o secretário.

Para o representante do Sebrae/BA José Sérgio Nogueira, a questão da cooperação entre as indústrias de cosméticos é o principal desafio a ser enfrentado pelas indústrias do setor. “Se os micro e pequenos empresários não estiverem unidos, o projeto não tem futuro”, afirmou, destacando ainda a necessidade de capacitação do setor. “Num processo de concorrência global, não se pode estar despreparado”, concluiu.

O presidente da Abihpec, João Carlos Basílio, afirmou que o crescimento do setor na Bahia é uma história de sucesso sem que nenhum outro estado tenha registrado desempenho semelhante. Segundo avaliou, a ampliação do setor é um fato indiscutível em todo o mundo, sendo que o Brasil ocupa a 3ª colocação nesse mercado consumidor, com grandes chances de chegar à 1ª colocação. “A Bahia, em seis anos, cresceu 100%, o que demonstra a força e o desejo de se organizar e se fortalecer”, disse.

O gestor do projeto no Sebrae, Júlio Chompanidis, apresentou um cronograma de ações a serem desenvolvidas pelas entidades parceiras ao longo de 2008 junto aos empresários do setor. Entrou outros, participaram da solenidade, representantes das secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Trabalho, Emprego e Renda, representante da prefeitura municipal de Salvador, Anvisa, Senai, Banco do Nordeste e Desenbahia, além de empresários do setor de Salvador e do interior do Estado.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

 
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